Aluno do ASPA supera fase difícil com apoio do basquete 

21/08/2026

Aos 14 anos, Samuel Alves de Toledo chegou ao Instituto ASPA, em Barueri, em um período delicado de sua vida. Pouco antes de iniciar as atividades no projeto, o adolescente havia recebido a notícia de que seus pais iriam se separar. A mudança na rotina familiar, somada à distância da mãe, que passou a morar em outro estado, tornou aquela fase ainda mais difícil.

Foi nesse contexto que o basquete passou a ocupar um espaço importante na rotina dele. Além de aprender e aperfeiçoar fundamentos do esporte, Samuel encontrou nas aulas um ambiente de convivência, acolhimento e novas experiências que ajudaram a tornar os dias mais leves.

“Quando eu cheguei no instituto pela primeira vez, fui de cara muito bem recebido pela professora Luciana. Nos momentos em que eu estava pior, as aulas deixavam meus dias muito mais felizes”, conta Samuel, hoje com 15 anos.

Para o adolescente, a experiência no ASPA foi além do aprendizado dentro de quadra. Durante o período em que esteve no projeto, ele também participou de jogos, passeios e outras atividades ao lado dos colegas e dos professores. As vivências contribuíram para que ele desenvolvesse não apenas habilidades no basquete, mas também aprendizados para a vida.

“Eu aprendi a arremessar de uma maneira melhor, aprendi a ter visão de jogo, a trabalhar em equipe, a ser uma pessoa melhor e a respeitar a todos que estão à minha volta”, relata.

O pai de Samuel, Sérgio Toledo, também percebeu a importância do projeto Basquete.com durante o período de mudanças na família. Segundo ele, o esporte proporcionou ao filho uma maneira de canalizar as emoções e encontrar momentos de alívio em meio à nova realidade. “O projeto trouxe para ele uma forma de aliviar tudo. Através do esporte, ele conseguiu se concentrar e aliviar toda essa pressão que houve no processo de separação”.

Sérgio conta que a saída da mãe de Samuel para outro estado e, posteriormente, o casamento da irmã mais velha fizeram com que o aluno passasse a vivenciar uma rotina diferente da que conhecia. Nesse cenário, a convivência com os colegas e as atividades promovidas pelo Instituto ASPA tiveram papel importante.

“Ele conseguiu transformar a pressão do momento em bons frutos. Foi liberando e trazendo para ele aquele sentimento de alívio e, ao mesmo tempo, canalizando essa dor em forma de força para buscar aprendizado e conquistas”, comemora.

Entre as pessoas que marcaram a trajetória de Samuel no instituto está a professora Luciana Fernandes, que hoje é coordenadora regional do ASPA. O vínculo construído entre os dois fez com que ela se tornasse uma referência para o jovem durante aquele período em que aplicava as aulas em Barueri.

Depois de um tempo afastado das atividades, Samuel retomou recentemente a participação no projeto. Luciana conta que, mesmo durante o afastamento, manteve as portas abertas para que o aluno pudesse retornar quando se sentisse preparado. “Eu falei ‘tudo bem, mas a gente está por aqui. Se você quiser voltar ou quiser vir conversar, pode vir’”, relembra a professora.

O reencontro entre os dois também foi marcado por um gesto simbólico. Ao saber que os alunos receberiam novos uniformes e poderiam guardar os antigos, Samuel enviou uma foto para Luciana mostrando que havia enquadrado sua camisa para guardá-la com carinho. Para a professora, o momento reforçou a importância do vínculo criado ao longo da trajetória do aluno.

A relação construída com Samuel também fez com que Luciana se emocionasse ao receber o relato de agradecimento escrito pelo aluno. Na mensagem, ele reconheceu o papel da professora e do Instituto durante o período mais difícil de sua vida. “Obrigado por me trazer a felicidade de novo e muito obrigado por acreditar em mim”, escreveu Samuel.

Para Luciana, receber esse reconhecimento reforça que o impacto do trabalho realizado no Instituto vai muito além do esporte. “Somos profissionais que carregam uma grande responsabilidade, pois diariamente plantamos sementes sem imaginar o tamanho da colheita. Este relato é uma grande motivação para continuarmos fazendo a diferença na vida dos nossos alunos”.

Hoje, mais tranquilo após atravessar aquele período de mudanças, Samuel segue ligado ao Instituto ASPA e ao basquete. Para ele, as experiências vividas no projeto permaneceram como parte importante de sua história, tanto dentro quanto fora das quadras.

“Graças ao instituto e aos profissionais, consegui lidar melhor com a separação dos meus pais e com a ideia de que a minha mãe fosse morar longe. Sinceramente, só tenho a agradecer”, concluiu.

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